quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Índices e classes...

Mais uma vez um grande tema politico/partidário... Uns defendem a ideia e a proposta com unhas e dentes. Outros defendem que a ideia e a proposta são o pior que pode acontecer algum dia neste concelho.

O povo, esse, mais uma vez pode consultar, opinar, sugerir, ... mas acaba sempre por "ir atrás" do partido "A" ou do partido"B", da opinião do amigo ou do familiar ou do vizinho ou, da opinião do homem que ouviu no café...

Esta, como todas as grandes questões discutidas na praça pública, têm sempre dois lados: o lado "certo" e o lado "errado". A nós, cabe-nos decidir quem tem razão e para que lado caímos...

Depois, muitos (anónimos, políticos e partidos) são neutros nestas questões. São os que não são carne nem peixe e que, ou não exercem o direito de voto, ou votam em branco ou, abstêm-se na votação.

Esses, são os espertos da questão. Se correr bem, brilham e apoiam. Se correr mal, sempre podem dizer "não votei nisso".

Não haverá alguém isento de ideologias politico/partidárias que consiga explicar ao povo do concelho que se distribui pela várias localidades, o que são palavras complicadas como "índices de construção", "STP", "classes de espaço", "empreendimento turístico", "unidades de alojamento", ainda mais se forem acrescentadas siglas do tipo CCDRLVT, ICN, PROTALM, PMOT, PEOT, POOC, PDM, PP, PNA, REN, RAN, Rede Natura 2000, ....

Deixem-se de esgrimir argumentos e expliquem-se! Expliquem a questão como se o povo fosse "um miúdo de 4 anos".

A tesoura de atarracar, decidiu abordar também a questão (já mais que saturada) procurando decifrar alguns destes termos e siglas que parecem ser de "acesso restrito" a mentes iluminadas e superiores:

O PDM - Plano Director Municipal - de Sesimbra, estabeleceu em 1998 a classificação do solo do Concelho. isto é, definiu o que cada proprietário pode ou não pode construir nos seus terrenos.

Com lógicas e critérios urbanísticos, com as orientações politicas da Câmara, sobre aquilo que considerou ser a estratégia de desenvolvimento do Concelho, a longo prazo, foram definidas as chamadas "classes de espaço" e "índices urbanísticos".

As "classes de espaços" dividem-se (entre outras), em espaços urbano/urbanizáveis - ou seja, propriedades onde é possível construir habitação; espaços turísticos, onde é possível construir equipamentos do tipo hóteis; espaços agrícola/florestais, onde o objectivo é preservar a agricultura e a floresta existente ou a constituir.

Os "índices de construção" vieram definir o que pode ser construído, em termos de área de construção a edificar (a chamada STP), dentro das várias "classes de espaços".

Ou seja, quando se fala que num terreno se podem construi 100m2 mas, no terreno ao lado, podem-se construir 10.000m2, isto resulta das "classes de espaços" e dos "índices de construção" definidos pelo PDM.

O PDM é um documento´público, e numa abordagem meramente académica, a tesoura de atarracar chegou aos seguintes valores, com base nos dados publicados e que, dão que pensar...

CENSOS 2001 - População do Concelho de Sesimbra = 37.587 habitantes

Plano de acessibilidades refere que a população flutuante (2001) = 30.900 habitantes

Com a concretização do PDM, atingir-se-ão os seguintes valores:
48.300 habitantes permanentes em espaços urbanos.
27.800 habitantes permanentes em espaços turisticos.
38.200 habitantes flutuantes em espaços urbanos.
27.800 habitantes flutuantes em espaços turisticos.

Ou seja, com as projeções efectuadas com base no PDM, ter-se-á um Concelho com 142.100 habitantes (permanentes e flutuantes) atingidos no ano de 2051.


Do PDM, têm-se:

Espaço urbano/urbanizável total do Concelho = 2.025,1ha
Número de fogos (casas) totais do Concelho = 57.356
(este valor não inclui os núcleos urbanos comsolidados das vilas - Quinta do Conde e Sesimbra - nem, os fogos possiveis em espaços de transição).)

CONCLUSÃO: 1,18 fogos por habitante permanente em espaço urbano, previsto para 2051

Considerando o total de habitantes (permanetes e flutuantes) em espaço urbano, têm-se 0,66 fogos por habitante, previsto para 2051..

Espaço turístico total do Concelho (não inclui os parques de campismo) =416,8ha
Área de construção (STP) total = 37,181ha
(neste valor não está incluído o equipamento previsto na área da lagoa de albufeira, uma vez que o PDM, não define índice de construção)

Considerando o valor de 1 ocupante por cada 40m2 de STP = 9.294 habitantes flutuantes

Espaço agrícola/florestal total do Concelho = 9.902ha
Área de construção (STP) total = 262,982ha

Considerando o valor de 1 ocupante por cada 40m2 de STP = 65.745 habitantes flutuantes

CONCLUSÃO: 300,163ha de STP turístico para 75.647 habitantes flutuantes (camas). Destes, 27.800 são habitantes permanentes. Ou seja, restam 47.847 camas para 27.800 habitantes flutuantes, o que perfaz 1,72 camas (turísticas) por habitante flutuante, no ano de 2051.

A tesoura de atarracar pergunta: será muito? Será pouco? Será que algum dia se atingirão estes valores?

O caricato de tudo isto é que parece ser agora o Plano da Mata que veio levantar uma questão para a opinião pública local que, já está consignada desde 1998.

Facto: os partidos políticos no poder, são os mesmos:

Até 1997, PCP. De 1998 a 2005, PS/PCP. De 2005 até hoje, PCP/PS.

Os políticos da Câmara também se mantêm na sua maioria: Augusto, Felicia, Amadeu, Guilhermina, Gameiro. Alguns transitaram da Assembleia Municipal para a Câmara e vice-versa.

Os assessores,, e muitos dos tachos e tachinhos, também são os mesmos.

Se são os mesmos, em especial nestas questões do urbanismo, qual é a dúvida que subsiste nestas personalidades que acompanharam, aprovaram, publicaram e têm vindo a aplicar o PDM? Então, a questão é politica? Mas, os "políticos" não estão para defender os interesses do Concelho?? E quais são os interesses do Concelho, nesta questão?

A tesoura de atarracar, respeitando todas as opiniões, e não esquecendo que todas as grandes obras são sempre polémicas, pergunta:

Estando a decorrer a Revisão do PDM, será que têm chegado algumas propostas de proprietários do Concelho para que as suas propriedades sejam alteradas para outras "classes de espaço" e outros "índices de construção"?

E o critério de eventual resposta ás questões colocadas? É manter o definido? É reduzir áreas de construção? É aumentar?

Será que algum partido ou politico tem coragem de retirar capacidade construtiva em propriedades que por um motivo ou por outro, os seus proprietários ainda não construíram com base no PDM publicado em 1998?

Já alguém pensou porque é que só existem construções chamadas de "moradias em banda"? Veja-se a Cotovia, Santana, Caminho Branco, Carrasqueira, Aldeia do Meco, Zambujal, Charneca da Cotovia, Venda Nova, Azoia,...

Como alguém comentava, porque é que se uma propriedade tem 10.000m2 e pode fazer 20 casas, não faz só 10?

A tesoura de atarracar esclarece: porque quem tem e pode fazer, faz o máximo e não o mínimo. E não há nada regulamentado que o impeça. Só uma decisão o pode impedir. Uma decisão politica em reunião de Câmara ou na assembleia Municipal. E isso... Coragem? De quem??

O Concelho é pequeno, somos todos família, amigos, conhecidos,...

Pensem na Quintinha ou na Carrasqueira:
Nos loteamentos iniciais, um único promotor, um projecto global. Imagem: lotes isolados acima dos 500m2, moradias isoladas com 2 pisos. Arborização de porte em todos os lotes, com a manutenção dos pinheiros e sobreiros existentes.

Agora, após 1998, vários promotores, pequenas propriedades. Imagem: lotes mínimos com menos de 250m2, muitas moradias em banda com 2 pisos e caves. Arborização? Nem vê-la!


Pensem no Meco ou na Azoia:
Uma imagem rural. Pequenas casas que definem o aglomerado urbano. Grandes propriedades com uma única casa.

Após 1998: condomínios fechados (para os tais "flutuantes") com as famosas moradias em banda.

Pensem nos sítios onde moram ou moravam. Geralmente, quando se muda, é para aquilo que consideramos melhor. Certo? E melhor é o quê? A "nova" Carrasqueira? A "nova" Quintinha? O condomínio fechado, é só para alguns... por isso Meco, Azoia, ... ficam de fora do comum dos mortais que nasceu e vive no Concelho...

O que é que preferem? Continuar a aprovar projectos que cumprem o PDM mas disvirtualizam a imagem das povoações, com base na especulação imobiliária ambicionada pelos proprietários dos terrenos?

Continuar a fomentar a ocupação sazonal de mais de 1/3 das casa existentes no Concelho, criando bairros fantasma, onde ninguém vive, onde não existe lixo, onde não há consumo de água ou de energia eléctrica que não apenas um mês por ano?

A tesoura de atarracar sugere a todos que se aproveite esta Revisão de PDM e se debata aquilo que é fundamental. Deixem-se de "dores de cotovelo" sobre quem são os promotores e quanto vão ganhar com o negócio. Já pensaram que, anulando a mata de Sesimbra, ainda restam 226,291ha de STP para 56.573 habitantes flutuantes (camas)?

Aprofundem-se agora numa análise ao Concelho. Dêem contributos. Não estejam sentados há espera que alguém apresente qualquer coisa... para vos facilitar o trabalho de "dizer mal"...

A hipótese de alterar, é agora. Deixem-se de esgrimir por lugares e lugarinhos no poder local e lutem pelo interesse do concelho. Para que mais tarde, não apareça outro promotor, vindo sabe-se lá de onde, e apresente um projecto com base na Revisão do PDM e que levante dúvidas aos partidos e aos políticos sobre se não será um novo "atentado urbanístico".

Sobre a já muito falada mata de Sesimbra, a hipótese de parar ou não o processo, é agora. Pensem bem, com os exemplos que temos neste Concelho.

Preferem um único promotor, que apresenta um projecto global, definindo um único local de construção, preservando e libertando as áreas de mata (que hoje é privada)? Ou preferem vários promotores, com projectos isolados, desgarrados uns dos outros, cumprindo os índices do PDM e povoando aqui e ali a famosa mata, com as famosa construções em banda turisticas?

É que no final, os totais de camas, unidades turisticas e de alojamento, STP e implantação, são os mesmos.

A grande vantagem ou desvantagem da mata de sesimbra é toda a gente saber o que vai ser. Senão, só depois de feito (com base no PDM, isoladamente e sem exposição ou apresentação pública) é que o povo iria ver e perceber que afinal, na mata, há construção. Para alguns. Como no algarve ou na costa alentejana. Ou como aqueles sitios para onde toda a gente vai de férias e gosta!

Haverá que pensar no Concelho de forma séria. Debata-se publicamente aquilo que partidos e politicos e cidadãos defendem para aquilo que é seu.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Água leva o regadinho, água leva o regador...


E porque o tema do momento é a ÁGUA, a tesoura de atarracar apresenta mais uma vez, em exclusivo para a blogosfera, a nova solução desenvolvida para o abastecimento de águas, fora do burgo.


Acabaram-se as horas extraordinárias para descobrir onde estão as rupturas.


Mais uma vez, Sesimbra na vanguarda da tecnologia!!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Sesimbra tem... eu não sei bem...

"Trabalhar pelo futuro e desenvolvimento de Sesimbra" ... "Já que não conseguem fazer nada pelo bem da nossa terra", a tesoura de atarracar vem mostrar aquilo que a olho nú é visto por todos mas "escondido" por muitos...


Aceitando o desafio comparativo, a tesoura de atarracar seleccionou sete dos muitos blogs de Sesimbra:

Lápis Azul - recortes de jornais sobre água, com um primeiro post ambicioso que dizia tratar-se do "blog da censura". Qual? Onde? De quê?

Rede da Xixa - Comentários ao Nova Morada, ao Presidente Augusto e sua Vice-Presidente Felicia. Mais água... Blog de quê? Do contra? Quem? A CDU? O PS? O PSD? Contra Sesimbra?

Sopa de Pelim - Comenta no último post a "educação da nossa vergonha". Curiosamente não propõe nada.

Dos comentários conclui-se que:

1º. A culpa não é dos professores, porque estes, têm condições de trabalho, são respeitados por todos e motivados pelos alunos brilhantes.

2º. Dos alunos também não será porque, como é sabido, são estudantes fabulosos, aplicados, responsáveis, que não são malcriados, nem mal formados.

3º. A culpa também não será dos pais, porque estes são os educadores extremosos que acompanham os filhos, educam-nos, impõem-lhes regras, horas de estudo, incutem-lhes responsabilidade e respeito pelos mais velhos...

A dúvida divide-se:

1º. Será da assessora, reformada, ex muita coisa?

2º. Será da vereadora? Talvez...

3º. Não, a culpa é da Câmara...


Mais uma vez, o objectivo é malhar na CDU, no Augusto, na Felicia, nas felicietes e companhia...


O Outro Lado do Espelho - Belas fotos e comentários. E?


Magra Carta - Expande os seus post mas, sobre Sesimbra, volta ao mesmo... Augusto, CDU, Felicia...


Ao Meu Lado - Mais água. Mais Augusto. Mais Felicia. Mais CDU... Ah! diz qualquer coisa sobre o Plano da Mata...


Caneiro - Fotos, pequenos post sobre o burgo... Comentários, para não variar, ao Augusto, à CDU, à Felicia...


Será Sesimbra uma terra perdida no mundo, onde os seus bloguistas só sabem escrever e comentar o mesmo sobre o mesmo? Com tantos outros assuntos interessantes, haverá necessidade de publicar num blog pseudo-actas das reuniões de Câmara, da Assembleia Municipal, dos encontros e colóquios, das reuniões de partidos e políticos?


Haverá alguém que não consiga interpretar e analisar os jornais da terra, que seja necessária a ajuda de alguém tipo "livro de bolso" que faz um resumo e analisa os vários textos para que os extremosos alunos possam cabular com mais facilidade?


Com tão elevado nível cultural e intelectual, é uma pena perderem-se valiosos contributos que podem potenciar "o desenvolvimento de Sesimbra".


"Dizer mal é fácil". Façam sugestões. Proponham qualquer coisa. Falem do Augusto, da Felicia, do Gameiro, do Amadeu, da CDU, do PS, da Câmara, das Juntas, dos partidos, ... , dos tachos e dos tachinhos mas, alarguem os horizontes!


Ou Sesimbra - Concelho - só serve para as campanhas eleitorais que saem do burgo com a sua algazarra e o conjunto de cartazes que perduram, esquecidos(?), muito para além das eleições?


Não conhecem a terra onde nasceram, ou para onde imigraram, ou onde têm uma casinha de férias? Fora do burgo, não existem problemas de estacionamento... podem pegar nos vossos carrinhos e "ir para fora cá dentro"!


E porque "dizer mal é fácil", aqui fica em primeira mão a noticia para todos os benfiquistas interessados. O glorioso abriu uma nova "Casa do Benfica", fora do burgo. Ao que parece também fazem o "reveillon"...





Ah! É verdade...


Pergunta:

Se "isto" fosse no burgo, quantas fotografias, quantos post, quantos comentários, já teriam invadido os blogs de Sesimbra??

E a Câmara já teria feito alguma coisa?

E quem? O Augusto? Não, talvez a Felicia.

Não, não. Tratando-se de uma actividade económica e com eventos desportivos, é o Polido.

Mas, se tiver biblioteca, é a Guilhermina.

E se tiver um ciber-café? Será o Amadeu? Ou o Carlos Filipe?

Parece que o único que não tem nada a ver com o assunto, é o Gameiro...


















sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Tesourada no "Reveillon"

Não percebi se o "Reveillon" de Sesimbra é apenas na sede ou se se estende a todo o Concelho...

A publicidade está espalhada por todo o lado, com uns grandes óculos de mergulho. O "Sesimbra Acontece" apresenta a programação. O site da Câmara também.

Os comerciantes já estão preocupados. Parece que têm de estar abertos toda a noite, a servir copos e sandes, às bebedeiras e mergulhadores famintos.

De fonte segura, garantiram à tesoura de atarracar que a edilidade já disponibilizou os armazéns da Fonte de Sesimbra para que os comerciantes possam armazenar as várias centenas de barris de cerveja, os vários kilos de coiratos, febras e bifanas.

Parece que serão pagas horas extraordinárias a dois motoristas que assegurarão o transporte dos comes e bebes entre a Fonte de Sesimbra e os vários estabelecimentos.

Mas, a tesoura de atarracar, não pode deixar de recomendar um dos espaços que, sem qualquer tipo de dúvida, contribui para a imagem de "turismo de qualidade" que Sesimbra pretende alcançar.

Longe do rebuliço urbano da marginal, com estacionamento público para mais de 2000 viaturas, com acesso priveligiado às praias, com possibilidade de pernoitar, com TV por satélite e ar condicionado, com uma sala de luxo, uma boa cozinha, boas casas de banho, este, é o local ideal para um "Reveillon" em cheio.

Alvitra-se por aí que personalidades da nossa praça já terão marcado mesa para 50 pessoas...

Qual marginal? Quais hóteis? Quais restaurantes?

Este sim, é o sitio certo. Inesquecível.

Situado num limite, pode ainda assistir aos vários fogos de artificio, que ocorrem em simultâneo, noutros concelhos vizinhos! Haja luar!

A gerência ainda tem mesas... ao que parece o serão será ao lado da Júlia Pinheiro que anunciará a entrada no novo ano, em directo, no ecrã-plasma gigante.

Aqui fica uma fotografia do ano passado...







Senhoras e Senhores,


o espectáculo vai começar.


Apertem os cintos. Não temos saídas de emergência nem pára-quedas...



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